O Pecado.

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 Jesus Cristo é O Senhor 📓


📖 A Palavra que ilumina o seu caminho.

Este artigo faz parte da série de ajudas Bíblicas.
E vamos voltar a falar do que destrói a humanidade: O Pecado.
Vou apresentar-vos.
10 versículos da Bíblia sobre o Pecado
1 - Gálatas 5:19–21. 19. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, 20. Idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, 21. Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
Paulo alista pecados graves que os legalistas condenariam (prostituição, lascívia, feitiçarias etc.), mas, em seguida, cita os próprios pecados (inimizades, porfias, ciúmes etc.) dos quais eles eram culpados v. 15.
“Não herdarão o reino de Deus”.
É Uma das oito ocorrências da expressão “reino de Deus” nas epístolas de Paulo (também Rm 14:17; 1Co 4:20; 6:9, 10; 15:50; Cl 4:11; 2Ts 1:4; mas cf.
“reino de Cristo e de Deus” em Ef 5:5).
O ensino de Paulo é que aquele que não exibe as graças do Espírito (v. 22) em sua vida não terá parte no reino eterno de Deus.
2 - Tiago 1:13–15. Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.
Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
Há uma diferença importante entre os conceitos de “provar” e “tentar”.
Deus prova as pessoas, mas nunca as tenta no sentido de seduzi-las ao pecado.
No deserto, Jesus foi provado por Deus e tentado por Satanás.
Há também uma diferença entre tentações que surgem de nossas próprias inclinações pecaminosas (internas) e tentações que vêm de fora (externas).
Jesus, por ser livre do pecado original, foi tentado externamente, mas não internamente.
A provação de nossa fé pode ser a oportunidade para as tentações surgirem, tanto internas como externas, mas as tentações nunca têm Deus como seu autor.
3 - Génesis 3:16. E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
O sofrimento é experimentado mesmo a um ponto de grande satisfação para a mulher: o nascimento de seus filhos.
Não obstante, em seu papel de dar à luz e suscitar filhos da promessa em Jesus Cristo, a mulher é privilegiada, por participar do plano de Deus para a criação de um povo para ele v. 15; cf. 1Tm 2:15.
A frase “ele te governará” e a enunciação paralela em 4:7 sugerem que seu desejo é dominar.
A ordenança do matrimónio continua, mas é frustrada pela batalha dos sexos.
A harmonia, a intimidade e a relação matrimonial complementar pré-Queda 2:21-24 e notas são corrompidas pelo pecado e prejudicadas tanto pelo domínio como pela submissão imposta.
A restauração dessa relação toma lugar através da nova vida em Cristo Ef 5:22-33.
4 - Romanos 6:12 -14. Não reine portanto o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; 13. Nem tampouco, apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos de entre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.
Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.
Visto que o reino do pecado foi destruído, todas as tentativas da parte do pecado para recuperar o domínio pode e deve ser resistida.
O corpo v. 13, antes governado por desejos pecaminosos, não deve mais ser rendido ao pecado.
Paulo vê que o segredo da santificação reside em entregar todo o ser a Deus, do que resulta o oferecimento das várias partes do corpo a ele em devoção como sacerdotes 12.1 e em lealdade como guerreiros (o termo “instrumentos” tem conotação militar, “armas, armadura”; 13.12; 2Co 6.7; 10.4; Ef 6.10-20.
Tudo isso deve ser feito com uma percepção consciente e como uma expressão deliberada de nossa nova identidade em Cristo e de nossa participação em sua vida de ressurreição por meio do Espírito Santo.
“O pecado não terá domínio sobre vós” é uma afirmação indicativa - ou seja, uma afirmação do que já é verdadeiro a respeito do cristão genuíno, e não um imperativo ou uma exortação.
Quando Paulo afirma “não estais debaixo da lei, e sim da graça” não está dizendo que o crente é livre da obrigação de guardar as exigências da lei 13.8-10; 12.1-2.
Em vez disso, Paulo diz que, como a posição do crente diante de Deus se fundamenta na justiça de Cristo, e não em sua observância da lei, o princípio controlador na vida do crente é o reino da graça, que o liberta do reino do pecado 5.21 e o transforma na semelhança de Cristo.
5 - Colossenses 3:5 - 6.5. Mortificai pois os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; 6. Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência;
“Fazei, pois, morrer ou mortificai” é o primeiro de uma série de imperativos que prosseguem até 4.6.
Embora rejeite o ascetismo legalista, Paulo exorta os crentes a se tornarem, na prática, o que já são em tese: mortos para o pecado e vivos para Deus Rm 6.1-14.
Há uma maneira de viver que é incompatível com a vida em Cristo, e Paulo requer afastamento radical e rigoroso da velha vida.
No v. 5, ele lista cinco ações pecaminosas, das quais quatro têm a ver com sexo, e a quinta é avareza. No v. 8, ele lista mais cinco, e todas têm a ver com ira e linguagem abusiva.
6 - Romanos 3:9-12.9. Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstrámos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado;
10. Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.
11. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus.
12. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.
Apesar do privilégio de receber os oráculos de Deus, os judeus (“temos nós qualquer vantagem”) se uniram aos gentios em rebelião contra Deus e em responsabilidade por sua condenação 2:9; cf. 3:22, 23; Ef 2:1-3.
“Como está escrito” é a expressão comum no Novo Testamento quando se apela a autoridade da Escritura 1:17; 3.3.
Aqui, Paulo compila uma série de passagens do Antigo Testamento Sl 14:1-3; 5:9; 36:1; 140:3; 10:7; que, consideradas em conjunto, enfatizam a pecaminosidade humana, bem como a depravação e a condenação de toda a humanidade.
7 - 1 João 3:4-6.4. Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade.
5. E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado.
6. Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu,
O contraste básico entre luz e trevas, entre filhos de Deus e do mundo, agora é explicado como um contraste entre aqueles que pecam e aqueles que não pecam.
Jesus era sem pecado; além disso, ele veio para remover o pecado v. 5; Jo 1:29
O novo nascimento coloca uma pessoa irrevogavelmente em oposição ao pecado, e, como a semente da novavida “permanece” nessa pessoa v. 9; cf. Jo 10.28, 29, a derrota final da corrupção e da morte é inevitável para ela cf. Rm 6:8, 9.
Esse é um dos sentidos em que ninguém que está em Cristo “vive pecando”; porque essa derrota final é certa, o pecado não define a existência do crente, ainda que, até à sua glorificação, ele tenha de lidar com o pecado.
João aborda esse aspecto absoluto de ser nascido de novo e fala de acordo com isso.
Ele não está negando que o pecado e a morte tenham influência até o fim 1Co 15:26; Ap 20:14. João diz claramente que, nesta vida, ninguém pode ser sem pecado 1:8.
Embora o Antigo Testamento não seja explicitamente citado em 1 João, sua autoridade é pressuposta.
Especificamente, a lei moral, resumida na lei do amor, ainda é a norma para o povo de Deus Rm 13:8-10; cf. 19:18. “Transgressão da lei” é desobediência a essa lei.
Quem “vive pecando”, o tempo presente do grego sugere um comportamento que é característico ou habitual, ou seja, pecado persistente e impenitente.
Dessa maneira, Joao reconhece, mas não desculpa, a possibilidade de haver pecado ocasionalna vida do crente.
Outra possibilidade é que Joao tenha em mente o pecado específico de apostasia dos últimos dias, mencionado em 2:19 cf. também 5:16-18.
Se isso é verdade, João quer dizer que o verdadeiro crente não abandonará totalmente sua fé.
8 - Romanos 5:12–1512. Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.
13. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei.
14. No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.
15. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é dum só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
O “portanto” de Paulo v. 12 indica que as afirmações seguintes se conectam, em sua mente, com o que precede, de modo que a comparação e o contraste que ele traça entre Adão e Cristo correspondem à sua elaboração teológica sobre o que já foi dito.
A ênfase de Paulo em “um só homem” em toda a passagem vv. 12, 15-17, 19 indica que ele entendia tanto Adão como Cristo como indivíduos históricos que agiram representativamente como líderes de aliança em prol de muitos outros.
No caso de Adão, o foco da atenção está em “uma só ofensa” vv. 16, 18) pela qual todos os seus descendentes naturais “se tornaram pecadores” (v. 19).
Eles tiveram solidariedade com Adão como seu representante diante de Deus.
Portanto, quando Adão pecou, seu pecado foi contado ou imputado a todos eles.
Dessa maneira, eles se tornaram pecadores.
Aqui Paulo começa sua comparação, a qual só é concluída nos vv. 18-21.
A comparação é interrompida por uma meditação que se estende até o v. 17.
A morte não é natural à humanidade; é o resultado direto do pecado Gn 2:17.
O reino universal da morte é a consequência do pecado.
Toda a humanidade (exceto Cristo) estava envolvida com Adão em seu ato de pecar, em virtude de imputação.
Ele nos representava diante do Senhor no Éden, e a culpa em que Adão incorreu foi imputada a seus descendentes - declarada ou colocada em nossa conta -, de modo que nascemos culpados mesmo antes de cometermos qualquer ato de pecado pessoal.
Adão transgrediu uma proibição específica no Éden, e no Sinai Deus deu novamente muitos mandamentos específicos por meio de Moisés.
Entre o Éden e o Sinai, todas as pessoas estavam sujeitas à morte, mesmo antes de a lei de Moisés ser entregue, mostrando que o status delas como pecadoras e sua suscetibilidade à punição do pecado baseavam-se na transgressão de Adão e em sua imputação a elas.
Adão, “o qual prefigurava aquele que havia devir“, o primeiro homem, foi designado por Deus como o cabeça de toda a humanidade (exceto Cristo), e seu pecado perdeu a justiça em favor de todos aqueles que ele representava (“todos os homens”, vv. 12, 18; e os “muitos”, vv. 15, 19.
Da mesma maneira, Deus tornou Cristo o cabeça representativo de uma nova humanidade, de modo que sua obediência até à morte pudesse ganhar a justificação deles.
Inerente nesse ensino, está o pensamento de que a restauração provida na salvação deve seguir o padrão da constituição original da humanidade diante de Deus, mas de uma maneira segundo a qual Cristo é bem-sucedido naquilo em que Adão fracassou 1 Co 15:45 - 49; Hb 2:14 - 18.
“Não é assim o dom gratuito como a ofensa” Paulo explicita o contraste entre Cristo e Adão nos vv. 15 -17.
Não somente os atos dos dois homens são contraditórios, como também a graça da obra de Cristo é entendida como maior do que o pecado, o julgamento e a condenação de Adão, na maneira como traz justificação, justiça e vida para as almas arruinadas (“muito mais”, vv. 15, 17).
9 - 2ª Coríntios 5:21.
Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.
Esse versículo, um resumo importante da mensagem do evangelho, explica como Deus imputou nosso pecado a Cristo.
Como juiz, Deus atribuiu a responsabilidade de nosso pecado a Cristo, tornando possível que ele recebesse justamente a punição que merecemos pelo pecado (Is 53.6; 1Pe 2.24).
Esse versículo mostra que Cristo foi nosso substituto, aceitando a penalidade do pecado em nosso lugar.
Deus não somente imputou nosso pecado a Cristo (“para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”).
Também imputou a perfeita justiça de Cristo a nós (ou seja, ele a considerou pertencente a nós - Fp 3.9).
Essa imputação precede a realização da justiça de Deus em nosso caráter moral por meio da santificação.
Todo cristão possui legalmente a perfeita justiça de Cristo imputada por Deus e recebida somente pela fé.
10 - 1ª João 1:7-9. Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
8. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
9. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
Como Hebreus 9.22 indica, “e sem derramamento de sangue não há remissão.”
O derramamento do sangue de Cristo foi um sacrifício vicário voluntário de valor infinito para os eleitos.
Pagou totalmente a penalidade do pecado (Hb 9.27, 28).
Aqueles que verdadeiramente andam “na luz” (que receberam a luz da verdadeira revelação de Deus sobre Cristo e sua obra) são os que se beneficiam do sacrifício de Cristo.
O perdão de Deus é dado assim que admitimos nossa necessidade dele, não com base em quaisquer atos que tenhamos praticado para merecê-lo, mas tão somente por causa de sua graça.
O dom gratuito do perdão traz consigo a purificação da injustiça.
Deus nos aceita como justos porque nos imputa a justiça de Cristo.
Ou seja, a própria justiça de Cristo - seu perfeito cumprimento de todas as exigências do Senhor - é lançada em nossa conta quando descansamos somente em Jesus para a salvação.
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